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HONRAS MILITARES 

A Secretaria-Geral do Exército (SGEx), nesta edição do Noticiário do Exército, dá continuidade à publicação das recomendações do comandante do Exército sobre uniformização de procedimentos no cerimonial militar. Estes avisos, que visam ao contínuo aprimoramento do cerimonial da Força Terrestre não modificam os regulamentos vigentes, apenas reiteram orientações anteriores e esclarecem aspectos omissos ou duvidosos dos manuais. Devem ser imediatamente adotados e amplamente divulgados.
São os seguintes os itens abordados no presente encarte:
- toques de corneta e clarim;
- apresentar arma com a Bandeira Nacional;
- ordem unida: comando a voz;
- movimentos com espada;
- honras militares;
- cadência;
- apresentação de oficiais de uma organização militar; e
- continência da tropa a oficial-general. Toques de corneta e clarim

Toques de corneta e clarim

Para o ministro da Defesa deve ser executado o toque FA-4 (ministros de Estado ou governadores), constante do C 20-5 - Manual de Toques do Exército.
Para o comandante do Exército, deve ser executada a seqüência dos seguintes toques: FA-6 (oficial-general), FA-28 (Exército), FA-8 (comandante), EB-1 (indicativo do Exército), constantes do C 20-5.

Apresentar arma com a Bandeira Nacional

Por ocasião da continência, a pé firme ou em marcha, o porta-bandeira, ao desfraldar a Bandeira Nacional, empunhará apenas o respectivo mastro, deixando o pano completamente solto; nas demais situações, deverá manter o pano preso ao mastro, com a mão direita.

Ordem unida: comando a voz

No escalão subunidade e no escalão pelotão ( seção ) – quando este não estiver enquadrado em uma subunidade – os comandos deverão ser dados a voz.
No escalão unidade, durante os desfiles, os comandos deverão ser dados a toque de corneta ou clarim. Numa formação não emassada, os comandos de corneta ou clarim serão dados sem a nota de execução.
É proibido o uso incorreto de determinadas expressões ( "atenção!", "já!", "rope!", "agora!’, "vai!" etc.) em substituição aos comandos previstos nos regulamentos e manuais.

Movimentos com espada

Nos deslocamentos e voltas com a espada embainhada, os oficiais-generais deverão conduzir suas espadas levemente inclinadas, segurando-as pelo punho, com o polegar voltado para a frente e ao longo do capacete (parte superior do punho).
Os demais oficiais conduzirão a espada fora do gancho, segura pela mão esquerda, dedos cerrados, polegar entre a bainha e o corpo, de modo que o copo da espada fique ligeiramente inclinado para a frente. Em ambos os casos, o militar estará com as luvas calçadas.

Honras militares

Vejamos dois casos: recepção à autoridade e revista à guarda de honra.
1o : recepção à autoridade
Ao chegar ao local em que será prestada a continência da guarda de honra, a autoridade homenageada será recebida pelo comandante da organização militar (OM) visitada.
Os acompanhantes da autoridade homenageada e demais integrantes da comitiva deverão ser conduzidos antecipadamente para o local de onde será assistido o desfile ou deslocar-se pela retaguarda do dispositivo.

O comandante da OM visitada deslocar-se-á pela retaguarda do dispositivo e, terminada a revista, conduzirá o homenageado para o local de onde será assistido o desfile.
Durante a continência, a autoridade homenageada e os demais militares não pertencentes à guarda de honra permanecerão na posição de sentido e prestarão a continência individual, até o fim do exórdio, quando deverão desfazê-la, mesmo que haja salva de gala.

A guarda de honra continuará prestando a continência até o final da salva, se houver. Após isso, o seu comandante apresentar-se-á à autoridade homenageada, rompendo, para tal, a marcha ao último tiro da salva.

O início da salva, se houver, deverá coincidir com o início do exórdio.

A salva de gala para o comandante do Exército será de 19 tiros.

Terminado o exórdio e/ou o último tiro da salva de gala, quando houver, o comandante da guarda de honra, após perfilar espada e passá-la à posição de marcha, romperá a marcha, devendo para isso se preocupar com a contagem do número de tiros ou ser alertado do término da salva, a fim de romper imediatamente após o último tiro.
À distância de dois passos da autoridade homenageada, o comandante da guarda de honra fará alto, perfilará e abaterá aespada e apresentar-se-á à autoridade homenageada, declinando seu posto e nome de guerra. Ato contínuo, voltará à posição de perfilar espada e enunciará o motivo da apresentação: "Guarda de honra pronta para a revista!".

2º: Revista à guarda de honra

Durante a revista, em princípio, somente a autoridade homenageada e o comandante da guarda de honra passarão à frente da tropa.
Quando a autoridade homenageada chegar ao local em que será prestada a continência da guarda de honra, já acompanhada de autoridades pertencentes à cadeia de comando que enquadra a OM visitada, e houver dificuldade ou inconveniência para deslocar-se pela retaguarda do dispositivo ou por outro itinerário, a de maior procedência hierárquica entre elas poderá, excepcionalmente, participar do evento, posicionando-se à retaguarda do homenageado e no mesmo alinhamento do comandante da guarda de honra.
A banda de música tocará a Marcha da Guarda Presidencial (Marcha dos Cônsules) na cadência de 100 passos por minuto. Na falta de banda de música, a revista será procedida ao som de um dobrado executado pela banda de corneteiros ou clarins.
O comandante da guarda de honra deverá acompanhar, durante o deslocamento, a passada da autoridade homenageada – seja esta militar ou civil –, mesmo que esta esteja fora da cadência da banda.
O comandante da guarda de honra deslocar-se-á, com a espada perfilada, dois passos à retaguarda e à direita da autoridade homenageada, de modo que esta se desloque o mais próximo da tropa.
Três passos à retaguarda do dispositivo, em local previamente assinalado, terminará a revista. O comandante da guarda de honra apresentar-se-á à autoridade homenageada. Da posição de perfilar espada, na qual já se encontrava, e à distância de dois passos da autoridade, abaterá a espada e declinará seu posto e nome de guerra. Ato contínuo, voltará à posição de perfilar espada e enunciará o motivo da apresentação: "Revista da guarda de honra encerrada!".
Nessa oportunidade, a autoridade anfitriã conduzirá a autoridade homenageada até o local de onde assistirá ao desfile da guarda de honra.

Cadência

A cadência oficial a ser observada pelas bandas militares para marchas e dobrados deverá ser de 116 passos por minuto.
Excetua-se a adotada no cerimonial de incorporação e desincorporação da Bandeira Nacional e nas revistas, que será de 100 passos por minuto.

Apresentação de oficiais de uma organização militar

Para a apresentação solene à autoridade visitante, estando os oficiais da OM formados em um dispositivo em "U", o comandante da OM dará início ao evento chamando nominalmente o subcomandante, e os demais oficiais seguir-se-ão, em ordem hierárquica, independentemente de chamada.
Os oficiais, individualmente, tomarão a posição de "Sentido" no local em que se encontrarem. Darão um passo à frente, com o pé esquerdo, e, encarando energicamente a autoridade, apresentar-se-ão sem fazer a continência individual, declarando em voz alta seu posto, nome de guerra e função principal.
Feita a apresentação, cada oficial retornará ao lugar de origem, independentemente de qualquer ordem, dando um passo para a retaguarda, com o pé esquerdo, e retomando a posição de "Descansar".
Para a apresentação ao presidente, ao vice-presidente da República, ao MD, ao presidente do Senado Federal, ao presidente da Câmara dos Deputados, ao presidente do Supremo Tribunal Federal e aos ministros de Estado, os oficiais formarão por frações constituídas, à retaguarda dos respectivos comandantes, os únicos que apresentar-se-ão à autoridade.
A prescrição supramencionada poderá ser aplicada também nas OM que possuírem um grande efetivo de oficiais, a critério da autoridade visitante.

Continência da tropa a oficial-general

A apresentação a oficial-general será realizada sempre na posição de "Apresentar Arma!", mesmo que a tropa esteja formada sem cobertura.

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